sexta-feira, 11 de maio de 2012
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
Café "Escribà"
Saio para a rua despojada, submersa na tempestade de ideias que o dia anterior me causou. Decidi caminhar de mãos vazias. Ontem foi um dia rico. Falei com Gui Bonsiepe mais de 3 horas. E no final, assisti à sua conferência, motivo pela qual se deslocou a Barcelona desde Florianópolis.
O encontro foi rico e perturbador. De difícil digestão como quase todas as conversas que incluem o heterodoxo.
Agora estou no “Escriba”, depois de algumas horas de passeio, leve. Livre. Sento-me e aprecio, quase em tom de desconstrução, o espaço, as pessoas, o meu doce. Terá chila? Adivinho todos os ingredientes. Estou a impor uma análise sistemática estruturante não só à minha tese, como à minha própria degustação...(céus......! )
Chega um casal estrangeiro e senta-se à minha frente. Olham-me bastante. Será raro escrever um manuscrito... sobretudo se algo recostado!
Pedem os bolos mais formalistas do escriba, de rebuscada decoração, lisongeio ao "chique" em toda a sua expressão. Antes de começarem, tiram fotos com os seus iphones. Ambos. Quase não se falam. Comem. Vestem-se de igual. Têm um guia de Barcelona pousado na mesa.
Passados minutos, entra outro casal. Sentam-se ao lado. Os mesmos gestos, cores, sabores, expressão. Reproduzem os primeiros. São meticulosamente iguais aos outros. Maravilhosamente iguais. Terão brincado com os mesmos brinquedos e provavelmente morrerão da mesma doença. Sentindo-se ainda assim meticulosamente únicos na sua dor e na sua alegria, nas suas vidas, nas suas viagens.
E eu por trás disto. Exactamente igual a eles. Uma réplica... hoje com uma estranha e falaciosa sensação que ando por cima das mentes. Uma temporária e enebriosa sensação de quem digere ricos e únicos encontros. Obrigada Bonsiepe.
Por mim viveria a vida inteira a falar com eventuais “gurus”. Gente que elejo, que (re)descubro (me), que me alimenta. Talvez até me habituasse.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
[Não posso adiar o amor para outro século]
Não posso adiar o amor para outro século
não posso
ainda que o grito sufoque na garganta
ainda que o ódio estale e crepite e arda
sob montanhas cinzentas
e montanhas cinzentas
não posso adiar este abraço
que é uma arma de dois gumes
amor e ódio
não posso adiar
ainda que a noite pese século sobre as costas
e a aurora indecisa demore
não posso adiar para outro século a minha vida
nem o meu amor
nem o meu grito de libertação
não posso adiar o coração
[António Ramos Rosa, Faro, 1924]
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
SUL
PESTICIDA ou praguicidas são todas as substâncias ou misturas que têm como objetivo impedir, destruir, repelir ou mitigar qualquer praga [1].
Um pesticida pode ser uma substância química ou um agente biológico (tal como um vírus ou bactéria) que é lançada de encontro com as pragas que estiverem destruindo uma plantação, disseminando doenças, incomodando pessoas, etc. É utilizada em diversas formas de seres vivos, tais como: insetos, erva daninha, moluscos, pássaros, mamíferos, peixes, nematelmintos e micróbios.
Não são necessariamente venenos, porém quase sempre são tóxicos ao ser humano e etc.
ROMANTICIDA...elejo-me esta palavra. é do m.e.cardoso.
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